Mémoires de madame Roland PDF

A França está em guerra contra a Áustria desde 20 de abril de 1792. Os exércitos prussianos investem contra Longwy, em 23 de agosto, e Verdun, cercada, está perto de sofrer a mesma sorte. Alguns querem transferir as instituições da República para a Província e evacuar a Capital. Danton mémoires de madame Roland PDF-se energicamente a esta solução.


This Elibron Classics book is a facsimile reprint of a 1864 edition by Henri Plon, Paris.

Começa a aparecer a ideia de um « inimigo interno ». Os massacres começam pelo de um comboio de padres refratários prisioneiros que cruzam com um grupo de soldados recém-alistados. Os massacres continuam com a degola de vinte e três padres refratários na Prisão da Abadia por Federados marselheses e bretões. Um grupo dirige-se em seguida para a Prisão do Convento Carmelita, onde estão presos cento e cinquenta padres não-juramentados. Marat deseja que seus tribunais populares sanguinários estendam-se por toda a França. Acontecem execuções, por exemplo, em Orléans, Meaux ou Reims mas a situação nas Províncias permanecerá muito moderada se comparada com os abusos que ensanguentam a Capital. Os Massacres de Setembro em Paris e nos departamentos fizeram um total de 1400 mortos.

Os massacrantes não eram bandidos mas sim, geralmente, pequenos comerciantes ou artesãos. Se os contra-revolucionários foram as primeiras vítimas, foram majoritariamente prisioneiros do direito comum os que foram mortos. Em 4 de Setembro, no hospício-prisão da Salpétrière, os assassinos violaram e mataram prostitutas, loucas e até orfãs ainda crianças. Danton, Ministro da Justiça em 7 de Setembro de 1792.

O papel do governo revolucionário nestes assassinatos permanece muito obscuro : se os motins não foram totalmente espontâneos, hesita-se quanto à responsabilidade total da Comuna que os teria encorajado ou mesmo organizado. Foi a « Comissão dos Doze » que foi encarregada pela Convenção de apurar sobre os massacres. Um dentre eles, Michel Chemin Deforgues, de origem aristocrática e que Bertrand Barère de Vieuzac instalara no Ministério de Assuntos Exteriores em 1793, negou ter participado da matança e fez carreira mediocre na diplomacia. Comuna de Paris – ela própria responsável por encorajar ou pelo menos acobertar as operações – era pois dirigida, após a noite de 9 para 10 de Agosto, por este grupo formado ao redor de Duplain e Panis, cujos objetivos foram assim resumidos pelo cidadão Arthur: « O que querem não é uma monarquia constitucional, mas sim uma monarquia a seu jeito e vantagem. Eles aproveitam-se da instabilidade política de seis semanas que se segue à Jornada de 10 de Agosto para dominar a Assembléia Legislativa. França, então em estado de guerra civil, praticamente ingovernável.

Os líderes da Comuna tinham um interesse evidente em deixar agir os massacrantes que fariam desaparecer nessa massa um certo número de antigos empregadores, transformados agora em testemunhas inconvenientes. Duque de Brissac, Arnaud de Laporte, Louis Collenot d’Angremont e outros menos conhecidos. Essas considerações podem também explicar o silêncio de Danton às acusações de que foi vítima. Várias centenas de servidores das Tulherias e Guardas Suiços morreram assassinados durante os Massacres de Setembro. A Rainha Maria Antonieta foi muito afetada por essas mortes mas pranteou principalmente sua amiga a Princesa de Lamballe por quem chegou a vestir luto. Após a Tomada da Bastilha, Jean-Paul Marat asseguravam para quem quisesse ouvir que a política mais eficaz para romper com o passado consistia em fazer cair algumas centenas de cabeças. Seu jornal, que noticiava com antecedência os massacres dos quais foi co-autor, era um dos mais virulentos da capital.

E, de fato, os massacres e as ameaças que a Comuna e seu exército revolucionário, dirigido por Hanriot, fizeram a partir dai pesar sobre a Comuna, permitiram aos « Exagerados » tomar lugar preponderante nos acontecimentos de 1793 e no desenrolar do Terror do ano II. Constituem assim uma das primeiras « derrapadas » da Revolução Francesa. Os Massacres de Setembro de 1792 fizeram um total aproximado de 1400 vítimas sem que se possa fixar exatamente o número, já que se dispõe apenas de aproximações baseadas nos números dados por Matton de La Varenne e Peltier, que podem ser confrontados com os registros das prisões de que se tem cópia. As vítimas religiosas são consideradas mártires pela Igreja Católica. Roger Dupuy, Nouvelle histoire de la France contemporaine.

Lombard de Langres, Mémoires Anecdotiques, I, 137. Lombard de Langres, « Testemunho de Arthur » em Mémoires Anecdotiques, Paris, 1823. Esta página foi editada pela última vez às 13h20min de 8 de agosto de 2017. Para mais detalhes, consulte as condições de utilização. Plus précisément, il s’agit d’un recueil de souvenirs qu’une personne rédige à propos d’événements historiques ou anecdotiques, publics ou privés. Des mémoires ont été écrits depuis l’Antiquité, comme l’illustre l’exemple emblématique des Commentaires sur la Guerre des Gaules de Jules César. Le genre des mémoires est proche de l’autobiographie qui associe écriture de soi et récit de vie mais il s’en distingue étant donné qu’il met l’accent sur le contexte historique de la vie de l’auteur et sur ses actes plus que sur l’histoire de sa personnalité et sa vie intérieure.